Pages

sábado, 23 de maio de 2009

Como uma criança


"E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus." (Mt 18 3,4)

Sobre o versículo acima, A.B. Bruce* escreveu:

"A característica mais importante da natureza infantil, que consitui o elemento especial da comparação, é sua despretensão. A tenra infância nada sabe daquelas distinções de posição que são resultado do orgulho humano e das recompensas cobiçadas pela ambição humana." (p. 185)

Palavras pertinentes para um mundo que sempre foi cheio de homens sedentos por posições. A vontade de ser maior do que o outro entrou no mundo junto com o pecado. Desde então, os homens se olham a partir de seus patamares. Quanto maior e mais importante, maiores são os privilégios e honras. Essa é a regra debaixo do sol.

Contudo, o Senhor Jesus veio para quebrar paradigmas. E foi isso que Ele fez ao proferir as palvras citadas acima. No reino de Deus, não entram as posições, os títulos e as honras humanas. Não levaremos diploma nem curriculum. As honras no Reino Eterno são dadas à sinceridade de coração daqueles que servem ao Senhor sem pretensões. Os grandes lá são os pequenos aqui. Pequenos, na verdade, todos somos. Mas, no Reino, grandes são os que verdadeiramente se reconhecem pequenos, inábeis para fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus.

O que é importante lembrar é que os que estão em Cristo já fazem parte desse Reino. Portanto, ainda temos tempo para buscarmos ser grandes. Olhemos para as crianças como Cristo olhou para vermos nelas o exemplo de despretensão.

Vivamos para Cristo, e não para os homens.

Em Cristo,

Felipe Prestes

*Fonte: BRUCE, A. B. O treinamento dos doze Tradução: Daniel de Oliveira. São Paulo: Arte Editorial, 2005.

2 comentários:

karla disse...

Oi Felipe,
Esse post me fez lembrar um trecho de um livro que estou lendo no momento chamado O Caminho da Felicidade (Jonh MacArthur) e que tem me tocado muito.Lá o autor faz uma análise das bem-aventuranças citadas por Cristo no sermão da montanha. MacArthur afirma que todas as bem-aventuranças estão em oposição a tudo que o mundo pensa. Acredito que há uma relação com o que você escreveu e decidi compartilhar o trecho em que ele trata sobre a questão do orgulho e humildade:

"Como entrar no reino: Humildade de Espírito

Porque Cristo começa com os humildes de espírito? Ele estava falando sobre um novo padrão, um novo modo de vida(...). A primeira coisa que deve acontecer na vida de alguém que entra no reino de Deus é se tornar humilde de espírito. Jamais alguém entrará com orgulho (...)
O que me surpreende é que no Cristianismo moderno se fala tão pouco em esvaziar-se. Tenho visto muitos livros sobre como ser cheio de alegria, cheio do Espírito (...), mas que tal um livro cujo título seja ´Como se tornar um nada?´ou ´Como se tornar um joão-ninguém?´. Verdadeiros campeões de vendas, não acha?
Humildade de espírito é base de todas as graças, contudo, grande parte do cristianismo moderno se alimenta de orgulho (...). Enquanto não formos humildes de espírito, não poderemos receber graça (...).
Cristo nunca será precioso para nós até que sejamos humildes. Não podemos vê-lo porque, em vez disso, estamos olhando para nós mesmos. Em virtude de olharmos para nossos desejos, nossas necessidades e nosso próprio desespero, nunca enxergamos o imcomparável valor de Cristo. Não podemos perceber o quanto Cristo é glorioso até que saibamos o quanto estamos desprovidos da graça. Não podemos compreender suas riquezas até que enxerguemos nossa pobreza. No meio do favo está o mel. Em nossa morte alcançamos a vida. Nenhum homem jamais chega a Cristo e entra no reino sem rastejar, sem um terrível senso de pecaminosidade e arrependimento".

Oremos para que nossos corações estejam voltados exclusivamente para agradá-Lo!

Felipe Prestes disse...

Nossa! Esse comentário é digno de uma postagem sozinha. De fato, a importância do assunto de humildade e orgulho não é refletida na pouca discussão que é feita acerca desse tema. Inclusive, hoje li algo de um filósofo sobre o assunto e creio que trarei para cá em breve.

A citação a seguir foi a que mais me tocou pela forma como o Pr. McArthur resume a necessidade da humildade:

"Nenhum homem jamais chega a Cristo e entra no reino sem rastejar, sem um terrível senso de pecaminosidade e arrependimento".

Grato pelo comentário.

Em Cristo,

Felipe Prestes