Pages

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ansiedade...

Creio que são poucos os sentimentos que incomodam tanto um ser humano como a ansiedade. Quando aquela falta de ar vem junto com uma vontade de gritar e nossa mente gira e gira novamente. Quando as pessoas falam conosco, mas não as escutamos. Temos ouvidos e mente apenas para a nossa ânsia, o nosso problema, a nossa dificuldade, a nossa complicação, a nossa vida não resolvida. Esses são sintomas claros de ansiedade.

Tantos pronomes na primeira pessoa revelam o que talvez seja a raiz de toda ansiedade: o nosso egoísmo. Ao nos colocarmos no centro de tudo eu diria que é até natural sentir ansiedade. Afinal, quando estamos no centro, queremos reger o mundo, as circunstâncias, as pessoas. E isso todos nós sabemos que é impossível. Então, quando o mundo não segue o ritmo que nós queremos, ficamos ansiosos, preocupados com o passado que não conseguimos mais resolver, com o presente que não estamos conseguindo resolver e com o futuro que também não iremos conseguir resolver.

Tudo isso mudaria se nos lembrássemos de alguns dos versículos mais facilmente aplicáveis das Escrituras. Não se precisa de comentários profundamente teológico-exegéticos para entender o que Paulo quis dizer quando escreveu: “Não andeis ansiosos de coisa alguma” (Fp 4.6). Assim como não é necessário um Ph. D em Teologia para entender o significado das frases de Cristo: “não andeis ansiosos com a vossa vida”; “não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mt 6.25,34).

A solução é sairmos do centro de tudo e lá colocarmos quem tem poder e capacidade para isso. É o que as palavras de Paulo e de Cristo nos revelam. “Em tudo sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições”; “vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” [elas se refere a vestuário, alimentação]. (Fp 4.6; Mt 6.32)

Enquanto quisermos controlar o mundo, insistindo em tomar um lugar que não é nosso, esse terrível mal da ansiedade vai continuar reinando em nossas vidas.

Em Cristo,

Felipe Prestes

Um comentário:

karla disse...

Esse texto caiu como uma luva para mim.Sofro com a ansiedade.
Muitas vezes desejamos mesmo entregar nossos problemas para Cristo e até fazemos isso em oração, mas parece que sempre acabamos pegando-os de volta.Como consequência, sentimos aquele grande peso que não conseguimos suportar sozinhos!
Que o Senhor nos capacite a aprender como descansar Nele!