Pages

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

“Não chores”

SonhoDeEsperanca

'”Em dia subseqüente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão. Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe.” Lucas 7:11-15

Estou desesperado!!!

Esta é uma frase que dizemos quando nos encontramos em uma situação extremamente difícil da nossa vida. O próprio dicionário define desespero como “Estado de espírito ou sofrimento daquele que passa por inúmeras dificuldades e aflições e não tem como superá-las ou acredita que não o possa fazer; Sofrimento moral extremo, misto de aflição, angústia, descontrole e tormento, ligado muitas vezes à sensação de perda (ger. Irreparável”.

Estar desesperado é simplesmente perder a esperança. É como ouvir da voz de um médico que seu câncer é terminal, você daqui a alguns dias irá morrer e não há nada que possa ser feito. Não há nada que possa ser feito! Essa é a frase que muitas vezes toma o nosso coração, e daí somos tomados pelo desespero.

Mas não há maior desespero do que o sentido quando perdemos alguém que tanto amamos. Aquela pessoa que gostamos tanto se foi, e não há mais nada que possa ser feito, nunca mais a veremos, nunca mais poderemos abraçá-la, não há mais nada que possa ser feito. A morte realmente é uma fonte de enorme desespero.

O texto acima fala de uma mulher, a viúva de Naím. Sabemos que as mulheres não tinham muitas oportunidades naquela época. A sociedade era mantida pelo trabalho dos homens, e as mulheres dependiam inteiramente de seus maridos. O marido era o amparo, aquele que fazia com que a mulher se sentisse valorizada. Pois essa mulher havia perdido o seu marido. Perdeu o seu amparo, o seu sustento, o seu valor. Isso já seria um motivo de grande desespero para uma mulher. A não ser que ela tivesse um filho para ampará-la. Por isso que Jesus disse para João ele deveria ser como um filho para Maria, pois ela já não tinha mais marido.

Aquele jovem filho, então, seria o amparo e o sustento daquela viúva. E, além disso, era o seu único filho. E agora ela perdia também o seu filho amado. Aquela pobre senhora agora tinha muitos motivos para estar desesperada. Sem filhos, como ela conseguiria sustentar-se? De onde viria o seu amparo nas doenças? Ela também poderia pensar que não teria mais descendentes, algo de grande tristeza para um judeu. Mas, acima de tudo isso, certamente nada a desesperava mais do que perder um filho. Não existe maior dor para uma mãe do que enterrar seu filho, único filho, e ainda jovem. A situação daquela mulher era extremamente dramática, ela caminhava para nunca mais ver seu filho, nunca mais ter seu carinho, seu amparo e seus abraços.

Até que ela encontrou o Autor da Vida em seu caminho. Ao caminhar para sentir a dor da morte, aquela mulher sentiu a paz vinda do dono da vida. Encontrar-se com Jesus fez com que ela percebesse que com Jesus não há motivos para desespero. Com Jesus algo ainda pode ser feito.

Nós também podemos passar por situações que nos trazem desespero. Podemos um dia perder alguém que amamos, ou nos deparar com uma situação em que diremos “E agora, o que eu vou fazer! Será que não há nada que possa ser feito?!”.

Esse texto precioso nos dá um consolo maravilhoso: com Jesus não há motivos para desespero. Com Jesus por perto, sempre haverá algo que possa ser feito. Que Deus nos ajude a lembrar dessa verdade confortante quando a vida se demonstrar dolorosa e sombria.

 

    “Im omnibus glorifecetur Deus”

2 comentários:

Débora disse...

"Somente em Deus, ó minha alma,espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança."(sl 62:5)

Nos deleitemos nessa esperança que move nossas vidas enquanto aguardamos sua volta!!!

Antônio Neto disse...

Amém Débora.

estarei orando por você e Felipe.
Foi um prazer conhecê-la.