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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Os de fato quantos são?

“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.” (Gl 1.10)

Existe um termo muito utilizado hoje que se chama “político”. Além das conotações pejorativas que esse termo tomou diante de infindáveis escândalos envolvendo os que seguem essa profissão, há também um outro sentido. Diz-se que alguém é político quando se consegue agradar duas partes, como dizem por aí, gregos e troianos. Enfim, é aquele que tenta agradar o maior número de pessoas. Agradar é a palavra final. Pelo menos assim tem sido para muitos.

O problema é que isso tem acontecido em muitas igrejas. Ligo a TV e vejo pastores políticos pregando um evangelho político. Um evangelho para agradar o público. Fico impressionado com a multidão evangélica que só vem aumentando com os anos. Igrejas e mais igrejas surgem e crescem a cada dia. Os bancos de muitas vão lotando. Novas sedes são criadas.

Vejo um evangelho das massas. Um evangelho sem cruz, sem renúncia, sem abnegação. Pregações sem pecado, sem arrependimento, sem confrontação. Igrejas sem disciplina, sem acompanhamento, sem discipulado. Crentes sem Bíblia, sem sabedoria, sem consagração.

Vejo um evangelho de vitória, cura e libertação. Pregações de auto-ajuda, de prosperidade, de encorajamento. Igrejas com milhares, com famosos, com alta transmissão. Crentes de auto-estima, amor próprio e auto-afirmação.

Vejo muitos sendo chamados e muitos mais ainda sendo “escolhidos”. Vejo um “quem quiser vir após mim ‘afirme-se’ a si mesmo”. Vejo uma larga porta e um espaçoso caminho levando para a “salvação”.

São tantos evangélicos, tantas denominações, tanta gospelização. Tantas mãos levantadas, mas os de fato, quantos são?

Em Cristo,

Felipe Prestes

Um comentário:

Débora disse...

"O movimento evangélico parece ter sido sabotado por legiões de falsos especialistas mundanos que estão empenhados em em tentar fazer o que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, plurarista e de mente aberta quanto a mais politicamente correta pessoa mundana "(John MacArthur, jr)

"Crentes" que tentam desesperadamente cortejar a favor do mundo. Não importa a quantas andam a apinião variável do mundo, a verdade cristã não será jamais compatível e popular a ele. Ou cristo ou nada. Não existe meio termo.