"Ó profundidade de riqueza, tanto de sabedoria como de conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" (Rm 12.33)O ser humano sempre foi curioso. Na verdade, o primeiro pecado da humanidade ocorreu pela vontade de saber demais. O primeiro casal queria saber, queria entender, queria sentir o gosto do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eles não precisavam saber. E não podiam saber. Mas a vontade de saber foi maior, e eles caíram.
Esse foi só o primeiro dos muitos erros da humanidade movidos pela vontade de conhecer mais do que nos cabe. É uma falha na qual insistimos em cair até hoje. E um exemplo claro dele é quando queremos entender a mente de Deus.
Quando uma grande tragédia ocorre, por exemplo, começamos a criar especulações sobre a justiça de Deus. Quando uma benção acontece na vida de alguém, conjeturamos o porquê de o Senhor ter feito aquilo. Quando entramos em momentos de dificuldade, logo nos apressamos em procurar qual foi o pecado que cometemos para que tal tribulação nos ocorresse.
O perigoso disso é que temos uma séria mania de exercer juízo de valor a tudo que analisamos. Temos sempre uma palavra na ponta da língua. Certo ou errado, bonito ou feio, justo ou injusto etc. Naturalmente, ao analisarmos seja lá o que for, usaremos os nossos parâmetros para julgar o que foi analisado.
Porém, nossos parâmetros são humanos, criados por mentes caídas, pecadoras, finitas e imperfeitas. Assim, seja lá o que julgarmos, saindo desses parâmetros humanos, chegaremos a juízos passíveis de erros, assim como nós.
Portanto, quanto às ações de Deus, não nos cabe julgá-las, e sim nos submetermos a elas. Os juízos de Deus são insondáveis e os seus caminhos, inescrutáveis, é o que Paulo nos diz. Portanto, não tentemos “psicoligizar” o Deus onisciente, detentor de toda a sabedoria e de todo o conhecimento.
Em Cristo,
Felipe Prestes




