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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"[As coisas] que se não vêem."


Há dias em que acordamos tristes e não conseguimos ver perspectivas de melhora. São esses dias em que a pecaminosidade dos seres humanos (incluindo a nossa) se tornam mais claras à nossa mente e, assim, vemos de forma patente que o mundo não tem jeito.

Foi em um desses dias que li essa meditação. É maravilhoso ver como o Senhor cuida de nós, dando-nos vislumbres de um futuro maravilhoso no céu, quando a vida debaixo do sol se torna mais difícil.

Eis a meditação:

"[As coisas] que se não vêem."
2 Coríntios 4.18

Em nossa peregrinação cristã, é bom, na maior parte, ficar antevendo. Adiante encontra-se a coroa, e impulsionando-nos para a frente está o alvo. Quer seja por esperança, por alegria, por consolação pela inspiração de nosso amor, o futuro deve, afinal, ser o grande objetivo dos olhos da fé. Perscrutando o futuro, vemos o pecado removido, o corpo do pecado e da morte destruído, a alma tornada perfeita e apropriada para ser participante da herança dos santos na luz. Penetrando a visão ainda mais longe, os olhos iluminados do crente podem ver o rio damorte à distância, a obscura corrente vadeosa, e as colinas de luz alcançadas, sobre as quais assenta-se a cidade celestial; ele se vê entrando pelas portas de pérola, saudado como mais do que vencedor, coroado pela mão de Cristo, abraçado por Jesus, glorificado com Ele e convidado a sentar-se a seu lado em seu trono, assim como Ele venceu e sentou-se com o Pai em Seu trono. A imagem desse futuro pode perfeitamente aliviar a treva do passado e a melancolia do presente. As alegrias do céu certamente compensam as tristezas da Terra.* Silêncio, silêncio, minhas dúvidas! A morte não é mais do que um estreito ribeiro, que logo você atravessará a pé. O tempo, quão curto" - a eternidade, quão longa! - Imortalidade, quão infindável! Sinto neste momento a delícia das uvas de Escol e posso dessedentar-me na fonte dentro da cidade. A distância é assim, tão curta! Logo estarei lá.

"Quando meu coração está rasgando o mundo
Com suas mais fortes tempestades de intquietação
Meus pensamentos alegres ascendem ao céu,
encontram um refúgio para o desalento.
A visão esplendorosa da fé me sustentará
Até que passe a peregrinação da vida.
Os receios podem me atromentar, e os transtornos me afligir,
Mas, finalmente, alcançarei meu lar."

Charles Haddon Spurgeon


SPURGEON, C. H. Meditações Matinais Tradução: Rubens Castilho. Campinas: United Press, 2001.


*Grifo meu

Um comentário:

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres: A VIDA! disse...

Gostei muito desse post Felipe =D
principalmente dessa reflexão que me tocoou bastante:
"As alegrias do céu certamente compensam as tristezas da Terra."

é reconfortante essa afirmação ;D

adorei, continue escrevendo hein meu colega de uece! ;****